Entrevista: Renato
Manter uma Ong ou Associação em prol das pessoas é uma dificuldade tremenda que em muitos casos não fazemos ideia. Pois, não há um incentivo de políticas públicas, patrocínios e etc.
Conversamos com Jocelin “Magrão”
da Ong gaúcha Somos Um Só da cidade de Novo Hamburgo, justamente trazendo está
perspectiva de como é manter uma Ong e lutar pelos direitos das pessoas, que estão na lei, mas nem sempre são cumpridos.
Magrão, primeiramente gostaria que tu se apresentasse e falasse um pouco da tua trajetória.
Quem é o Magrão?
Educador Físico de formação e coração.
Sou formado em Educação Física pela Universidade Feevale e atuo
há anos na área. Sou um profissional dedicado que está sempre em busca de novos
conhecimentos na Educação Física.
Apaixonado pelo esporte e pelas pessoas, ao conhecer o grupo de
corrida e inclusão Rosto ao Vento em Porto Alegre, decidi que era hora de fazer
mais pelo esporte e para as pessoas que não tem oportunidade de serem
agraciadas pelo benefício do esporte por serem portadores de deficiência.
Assim surgiu a Somos um Só, ONG que existe há 5 anos. A ONG busca promover os benefícios do esporte para pessoas com e sem deficiência. Inclusão de verdade, fazendo o esporte ser ponto de referência e aproximação entre as pessoas.
Como surgiu a Ong Somos
Um Só? O que te levou a este projeto tão audacioso?
A Somos Um Só surgiu da inspiração do Dick Hoyt (corredor com deficiência, procure essa história!). O que me levou a este projeto foi para trazer a inclusão as pessoas com deficiência. Fazer a lei brasileira de inclusão ser cumprida.
Sabemos que a inclusão é
ainda muito “jovem” se assim podemos dizer. Carece ainda de muito apoio e
entendimento. Quais são as maiores dificuldades que você tem nesse novo
desafio?
A maior dificuldade é a falta de políticas públicas.
A Somos um Só tem o
carro chefe que é: mudar a vida das pessoas através do Esporte. Conte-nos um
pouco esse planejamento dos treinos inclusivos nas cidades.
Exatamente trazer o esporte e a capacitação ao mercado de trabalho como carro chefe da Inclusão. Pois os dois transformam as pessoas. Trazendo autoestima para todas as pessoas com deficiência.
Já ouviu muitas
negativas em relação a levar os treinos aos lugares?
Nunca tive negativas para levar a Somos Um Só a lugar nem um.
Bem pelo contrário. A medida que as pessoas conhecem a ONG se apaixonam e fazem
questão de levarem para suas cidades.
E como é a logística de
transporte, equipamentos e etc.
A logística é simples. Basta planejar a manutenção do equipamento e carregamento dos mesmos no caminhão. A partir de cada treino. Seja em qual for a cidade.
Atualmente, a Ong recebe
algum incentivo governamental ou ainda é um tabu a ser quebrado?
A princípio o incentivo vem de editais públicos, privados onde
se faz o projeto. E a partir deste projeto ser aprovado recebesse o recurso ali
estipulado. Também tem o recurso através do imposto de renda. Mas a ONG está
cadastrada nos conselhos existentes na sua cidade. Que são o conselho da
criança e adolescente. O CMDICA e conselho da pessoa com deficiência CMPCD.
Pois sabemos das dificuldades políticas quando os nossos
“políticos” entendem que não ganharão nada em troca.
Mas o primeiro passo para não depender de polícia partidária e
sim de políticas públicas é ser uma Associação, uma ONG pois tendo um CNPJ
podemos ser pessoa jurídica e aí buscarmos recursos.
Quais os critérios para poder participar da Somos Um Só?
Os critérios é ter boa vontade e fazer o cadastro como voluntário.
Como funciona o trabalho
de inclusão e contato com as pessoas com deficiência e seus familiares?
O trabalho de inclusão funciona com uma busca incessante de força,
coragem e fé. O contato é feito de diversas formas. Não existe uma regra. Baste
ter um olhar de amor ao próximo.
Sabemos também que a
resistência familiar é um grande problema quando se falamos em pessoas com
deficiência.
Hoje temos muita informação então está resistência é muito menor, apesar de ainda existir.
Já que, o entendimento
de reabilitação e inclusão não soa muitas vezes tão claro. Por diversos
motivos, seja por medo de exposição, de não adaptação e por aí vai. Esse
processo, é feito a quantas mãos pela Somos Um Só?
Bom, este processo é bem lento. Porque digo isso? Simplesmente por falta de políticas públicas e sendo assim falta de incentivos. O quero dizer com isso é a falta de recursos financeiros e humanos. Mas nestes cinco anos não tive a dificuldade quanto a falta de exposição, medo. Porque no momento que a Somos Um Só chega a pessoa com deficiência ou seus familiares é de uma forma muito simples. O que válida a Somos Um Só é o AMOR e se colocar no lugar do próximo. Aí tudo flui. Me perguntou a quantas mãos. Pelas mãos de Deus. E aí tudo acontece.
Se hoje você se
deparasse com um Gênio da Lâmpada e tivesse três desejos. Quais seriam?
Eu pediria para continuar tentando com muita:
*Força
*Coragem
*Fé
Obrigado por tudo meu amigo Renato.
Acesse os links e
conheça o trabalho da Somos Um Só:
Instagram: https://www.instagram.com/somosumso_nh/







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